O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), órgão responsável pela administração da justiça estadual e pelo julgamento de causas civis, criminais e administrativas no estado, publicou edital para o preenchimento de 50 vagas efetivas no cargo de Analista Judiciário. A carreira exige formação de nível superior e oferece remuneração inicial de R$ 7.526,14, acrescida de benefícios significativos que elevam o valor total da compensação. As inscrições estão previstas para ocorrer entre os dias 20 de outubro e 18 de novembro de 2026, com provas agendadas para janeiro de 2027. O processo seletivo visa suprir a demanda por profissionais qualificados para atuar tanto na área judiciária tradicional quanto em setores estratégicos de tecnologia e contabilidade.
As vagas estão distribuídas entre a Área Judiciária, com 25 oportunidades, e diversas especialidades em Tecnologia da Informação (TI) e Contabilidade. A divisão técnica é detalhada: 10 vagas para Desenvolvimento de Sistemas, 5 para Contabilidade, 3 para Inteligência Artificial, 2 para Gestão de Governança de TI, 2 para Segurança da Informação, 1 para Banco de Dados, 1 para Infraestrutura de TI e 1 para Ciência e Análise de Dados. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais. Além do salário base, o servidor terá direito a auxílio-alimentação no valor de R$ 2.200,00 e auxílio-saúde de R$ 1.800,00, o que configura um pacote remuneratório robusto para o mercado jurídico e tecnológico. Os profissionais atuarão em funções que vão desde o suporte à magistratura e gestão processual na área judiciária até a manutenção de sistemas, segurança de dados e análise de informações críticas para a modernização do tribunal.
O processo seletivo será composto por duas etapas eliminatórias e classificatórias: a prova objetiva e a prova discursiva. Não há previsão de prova de títulos no edital fornecido. Ambas as provas estão marcadas para o dia 24 de janeiro de 2027, das 13h às 18h, no fuso horário de Brasília, e serão aplicadas exclusivamente na cidade de João Pessoa, capital do estado. A organização do certame é da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca examinadora conhecida pela profundidade teórica e pela cobrança de interpretação de texto nas questões discursivas, o que exige do candidato não apenas memorização, mas domínio conceitual sólido.
Para participar, os candidatos devem realizar o cadastro e o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 120,00 exclusivamente pelo site da FGV. O período de inscrições abre às 16h do dia 20 de outubro de 2026 e encerra às 16h do dia 18 de novembro de 2026. A isenção da taxa é permitida a inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), doadores de sangue ou medula óssea, pessoas que atuaram como jurados, mulheres vítimas de violência doméstica, doadoras regulares de leite materno e doadores de plasma curados da Covid-19, desde que comprovem as condições estabelecidas durante o período de solicitação. É fundamental verificar os documentos exigidos para a isenção e realizar o pedido dentro do prazo estipulado no edital completo para evitar a exclusão por falta de comprovação.
Para se preparar, o candidato deve focar nas disciplinas com maior peso na prova objetiva, que tradicionalmente incluem Direito Constitucional, Administrativo, Processual Civil e Penal, além de Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico, ajustando o estudo conforme a especialidade escolhida (TI ou Contabilidade). Como a banca é a FGV, a estratégia deve priorizar a resolução de questões anteriores dessa instituição, pois seu estilo cobra a aplicação prática da lei e a análise de situações hipotéticas complexas. A prova discursiva exige prática na escrita de pareceres ou redações técnicas, devendo o candidato treinar a argumentação lógica e a clareza expositiva. A validação do concurso será de dois anos, prorrogáveis